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Os Principais Erros do Turn

Os Principais Erros do Turn

Você olhou suas cartas, decidiu colocar fichas voluntariamente na mão e foi um dos jogadores que “sobreviveu” ao pré-flop. As três primeiras cartas comunitárias foram abertas e, após mais uma rodada de apostas, você continua na mão. Aí o dealer vira a quarta carta. E agora, qual a melhor ação para fazer no turn? Cuidado para não ser empurrado para um dos principais erros do turn.

Sua decisão a ser tomada neste street vai depender muito da história que foi contada até ali. Por isso, antes de ler este texto, recomendamos que você volte aos primeiros artigos desta série. Nas últimas semanas, já listamos os principais erros cometidos no pré-flop e as principais falhas feitas no flop por jogadores iniciantes e recreativos.

Hoje, portanto, é hora de analisar os erros que podem aparecer na quarta carta. Este é o penúltimo capítulo de uma mão que não termina antes do river e, nele, há algumas falhas que podem arruinar tudo o que você construiu até o momento. Vamos, então, ver quais são os erros mais comuns cometidos no turn.

Apostar na estratégia “vai que bate”

“Vai que bate” é aquele famoso call na broca ou no draw. Você ainda não completou o jogo, mas tem chances de completá-lo no river. Ainda que, por vezes, seja lucrativo pagar e até apostar com uma mão assim (leia nosso artigo sobre semi-blefe), jogadores iniciantes costumam transformar essa jogada em um erro, por exagerar e fazê-la sem consciência.

Não há nada mal no simples fato de pagar para acertar o river. O problema é fazer isso de qualquer maneira, sem um plano e sem fazer a matemática das odds para saber se o seu call é lucrativo.

Acreditar no “vai que bate” é dos dos piores erros do turn e ainda pior do que no flop, porque apenas mais uma carta será aberta na mesa. Para se ter uma ideia, a possibilidade de completar um flush quando ainda faltam ser viradas duas cartas é de aproximadamente 35%. Quando o dealer precisa bater apenas o river, essas chances caem para 19%.

Não saber a hora de dar check

Por vezes, o check será a sua melhor ação no turn. Principalmente se você não estiver disposto a continuar apostando no river. Apostas no turn seguidas de check no river costumam demonstrar fraqueza, e se você estiver fora de posição, esse será um prato cheio para que o oponente possa roubar o pote.

Outro ponto importante aqui é prestar atenção no perfil do oponente. Se o adversário for muito tight, ou seja, “jogar duro”, haverá uma boa chance de fazê-lo, por exemplo, largar um top pair no turn dependendo de como a mão foi jogada até o momento.

Por outro lado, se você está encarando um jogador mais loose, as chances de ouvir um call no turn são muito maiores. Por vezes, o controle de pote no turn será muito importante para que você possa tomar a melhor decisão no river. Portanto, esse é um dos erros do turn para se evitar.

Fazer apostas que não trazem retorno

Vamos relembrar um conceito básico do poker: você precisa saber porque está apostando. Quando você coloca fichas na mesa, você precisa de um destes motivos:

  • Valor: você acredita que tem ou pode vir a ter as melhores cartas naquela mão.
  • Blefe: você sabe que não tem a melhor mão, mas acredita que pode fazer o oponente desistir do pote.

Diante disto, você vai querer que a sua aposta faça com que o adversário tome uma decisão equivocada para ele: pagar estando com a pior mão ou desistir estando com a melhor mão.

Outro ponto importante: sempre que você aposta, você está dando ao oponente a chance de agir mais uma vez, independente das posições da mesa. Leve também isso em conta ao decidir entre apostar ou não e evite mais um dos erros do turn.

Ver “fantasmas”

Esse é um dos erros do turn muito comuns entre os jogadores iniciantes que tendem a seguir um estilo mais “firme”. Ao enfrentar uma aposta na reta final da mão, e portanto essa dica vale para o turn, esse tipo de jogador acredita que possa estar perdendo, mesmo tendo pouquíssimas combinações de cartas que poderiam ser melhores que as suas.

Esse erro tem total relação com o range que você constrói para o vilão ao longo da mão. Se você, analisando as ações até o momento, acredita que seu oponente tenha cartas de determinado grupo, não se desespere ao enxergar, na mesa, uma ou duas mãos que podem estar te ganhando.

Por exemplo: você tem KT de copas e completa um flush de copas no turn. Você aposta e recebe uma volta do vilão. Ele só estará te ganhando com um flush maior, ou seja, se estiver segurando o Ás e mais uma carta de copas.

É possível que ele tenha essa mão? Sim. É provável? A depender do que aconteceu na mão, não. Se ele for um jogador avançado, inclusive, pode ter feito essa aposta segurando apenas o Ás, como semiblefe, esperando mais uma carta de copas no river.

Desistir dessa mão sem um motivo muito forte – e claro – seria um exemplo claro de enxergar fantasmas no board. Não cometa este erro.

Não avaliar o stack efetivo

“Stack efetivo” é um conceito utilizado no poker para descrever, basicamente, o maior stack entre os seus oponentes ainda presentes em uma mão. Ou seja, o stack efetivo mostra qual é a quantidade máxima de fichas que você vai poder colocar em jogo naquela rodada. Se o seu stack for o menor da mão, então ele será o stack efetivo.

Por exemplo: você tem 40 mil fichas, e seus dois oponentes na mão tem, respectivamente, 25 e 30 mil fichas. Por mais que o maior stack seja o seu, a quantidade máxima de fichas que você poderá colocar em jogo nesta mão são 30 mil, equivalentes às fichas do oponente com o maior stack. Caso você tivesse menos de 25 mil fichas, o stack efetivo seria o seu.

Ok, mas por que importa avaliar o stack efetivo?

Porque isso influencia diretamente no que os adversários farão no turn e, mais do que isso, no river.

Por exemplo: se um pote já tem 50 mil fichas e o stack efetivo da mão é 25 mil, há grandes chances de que o jogador com essa quantidade de fichas já esteja comitado com o pote e, portanto, dificilmente será uma boa estratégia tentar blefá-lo colocando-o em All In.

Como sempre dissemos: cada mão conta uma história diferente, mas sempre será importante levar os stacks dos oponentes em conta ao apostar no turn.

Leve esses erros do turn em conta e nunca mais cometa-os. Na semana que vem, vamos falar sobre os erros mais comuns cometidos por iniciantes na última rodada de apostas, quando o river é aberto na mesa.

Foto de Yanina no Pexels

Sobre o Autor

Lucas Coppi
Lucas Coppi

Copywriter e curioso por natureza, Lucas cultiva duas grandes paixões na vida: esportes e viagens. Muito interessado pelos esportes da mente, encontrou no poker uma maneira de manter o espírito competitivo vivo enquanto estuda probabilidades nos feltros live e online.

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